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♥COISINHAS DE LILLINDA♥

Arquivo: Novembro 2006

24/11/2006 GMT 1

A Mariposa - CONTO

lillinda @ 15:47

Conta a lenda que uma jovem mariposa, de corpo frágil e alma sensível voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante e se apaixonou.

Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o Amor, mas a mãe lhe disse friamente: -Que bobagem! As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur e se apaixone por algo assim; para isso que nós fomos criadas.

Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta e pensava:

- Que maravilha poder sonhar!

Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu , voar em torno daquela luz radiante e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal.

Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando à estrela , então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.

Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente as suas asas em direção ao firmamento.

Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia:

- Estou muito decepcionada com a minha filha! Todas as suas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas!

Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis e arranjar um amor que possa atingir.

A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa.Mas, no fundo, como, aliás, sempre acontece, ficou marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.

Por algum tempo, tentou esquecer a estrela, mas seu coração não conseguia esquecer a estrela e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.

Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas, quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza.

Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo que via a sua volta.

Lá do alto podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas e irmãs já tinham encontrado um amor, mas ao ver as montanhas, os oceanos e as nuvens que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.

Muito tempo depois resolveu voltar à sua casa e aí soube pelos vizinhos que sua mãe , suas irmãs e primas tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.

A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo que, as vezes, os amores difíceis e impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles amores fáceis e que estão ao alcance de nossas mãos.

Com esta lenda aprendemos duas coisas:
- Valorizar o amor
- Lutar pelos nossos sonhos, porque sabemos que é a realização deles que nos faz felizes, e lembremos:

“O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos”.

Há homens que lutam um dia; e por isso são bons;
Há outros que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há alguns que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.

LINDO, NÃO?
Beijos Meus.
Lillinda.

Almas Perfumadas - VIVÊNCIA

lillinda @ 15:45

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.

De sol quando acorda.
De flor quando ri.

Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro.

E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem eque alguns são invisíveis.

Ao lado delas, a gente e sente chegando em casae trocando o salto pelo chinelo.

Sonhando a maior tolice do mundo com ogozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.

Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.

Recebendo um buquê de carinhos.

Abraçando um filhote de urso panda.

Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença soprano nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.

Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.

Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro eque a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.

Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas, a gente lembra que noinstante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.

E a gente ri grande que nem menino arteiro.

(Desconhecemos quem é o autor, alguém sabe?)

Beijos Meus.
Lillinda.

URBANA

lillinda @ 14:55

Urbana
LILLINDA

Na cidade grande
Uma menina estudante
Que usava boina vermelha
Dum colégio tradicional

Na rua próximo a favela
Era conhecida por seu chapéu

Com toda violência existente
O lobo mau era o traficante
O caçador era o policial

Bala perdida no asfalto
Atingiu a vovozinha
Que foi levada ao hospital
Caído e morto ficou o marginal

SERENATA

lillinda @ 14:52

SERENATA
Lillinda.

Com mão exata
Compus esta serenata
Para você, meu amor...

Nosso amor é belo
Onde tudo é singelo
Tudo é cheio de cor
Amor...

Ao dedilhar no violão
Brincar no ritmo
Liberta a imaginação

O toque quente
Mexe com a gente
Melodia e paixão...

O ritmo aumenta
E alimenta o coração...

Ao amigo Márcio Lelis,
as minhas saudades das melodias
tocadas, naquele velho violão.

TENHO

lillinda @ 14:48

Tenho
LILLINDA

Tenho muito pra dar e pouco pra receber
O que será de mim?
Se a pureza do mundo já se foi.
Quero ser amada, como o banhar do sol sobre meu corpo
Vou ao infinito sem nada.
Quero você dentro de tudo quero possuo, tá...
Beber o seu espírito como água límpida e beijar seus lábios intensamente,
Com toda ânsia que guardo no meu peito,
Em cada dia do meu relento,
Lembro-me do seu olhar de criança levada, que guarda aí dentro.
Do seu jeito tímido de homem, que agarra com garras aquilo que deseja,
Só lhe peço uma coisa...
Não se esqueça de mim, porque eu sei amar...
Não se esqueça, tá!!!

A Serpente e o Vaga-lume - CONTO

lillinda @ 14:41

Conta a lenda que uma vez uma serpente gigante começou a perseguir um pequeno vaga-lume.

Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem
pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse a cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te
devorar mesmo, pode perguntar...

- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Não.

- Eu te fiz algum mal?
- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...

CONHECIMENTO É PODER!

Que sirva de LIÇÃO, aos invejosos!!!

23/11/2006 GMT 1

LILLINDA

lillinda @ 10:47

Sábado

Noite... Chope... Abraços...
Liberdade dos corpos na dança livre do mar
Beijos calorosos.
Beijos embriagados
Corpos abraçados.
Bêbados apaixonados.
Vejo a lua em sua metade.
Beijando o mar com sua claridade.
Em pleno reflexo apaixonado.
Beija o mar
Beijam-se os corpos.
Beija-se o vento salgado.
Dois corpos suados
Sal... sal... sal...
Do sabor dos lábios.
Do odor molhado.
De um olhar explorado.
De suspiros compartilhados.
Céu estrelado.
Céu profundo.
Céu amado.
Dos corpos banhados de:
Luar, estrelas, carisma...
De uma simples noite de Sábado

ESTA É MINHA...
Beijos Meus.
Lillinda

JORGE SÁ

lillinda @ 10:41

Seus Lábios

Ah, os seus lábios..., tão desenhados...
Como viver sem eles? Preciso roubá-los!
Num louco beijo apaixonado! Ah amor..., sinto que também quer...
Saciar nossos corações; estar você em mim..., e eu em você
Tomando sua boca, sua vida, seu ar
Em seu gosto eu avanço, quando te sinto suspirar...
E enlouquecer...
Tremendo de vontade o seu ser
Entregue profundamente aos meus braços
Apreciando os nossos compassos
Na tensa e desejada mistura de nós,
O roçar de bocas nas faces, o silêncio da voz,
enunciando aqui toda devoção, sede e o desejo
Flutuando um no outro ao nos abrirmos nesse beijo!
Tão delicadas delícias que me puxam pra ti
São seus lábios que me permitem te invadir.
E nessa mágica de abandonarmos o orbe terrestre,
Um beijo terno e molhado nos eleva ao mundo celeste.
O perfume desse seu hálito quente que incendeia
A emoção prolongada e amável, doce e pura seiva,
Atira-nos no universo do amor, onde o tempo não existe;
Possuidores do mar e do luar, somos deuses sem limites:
Comandados por energias que nos entregam à Criação,
Nossas bocas que singram, corpo-alma-paixão
Enlouquecida poesia no paraíso, versos inebriantes sem rima
Com estrelas, planetas, cometas...; é de atração este clima.
Magia ardendo-nos em viva tácita, druída saliva!
Renascidos suavemente em brasas, no explendor da lascívia...
Querendo-nos tão ávidos lábios...!
Para nos servirmos do licor!
Derretendo-nos lentamente para sempre, nas asas desse louco amor.

Beijinhos Meus.
Lillinda.

VINÍCIUS DE MORAIS

lillinda @ 10:36

Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim

Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor

Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais

Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim

Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim.

Vinícius de Morais

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